Cópia, Inspiração, Semelhança ou Coincidência?

Postado em Uncategorized em 02/07/2009 por achandomoda

Balenciaga verão 2009:

(fonte:site Style.com)

(fonte:site Style.com)

Alexandre Herchcovitch – verão 2010:

(fonte: site Erika Palomino)

(fonte: site Erika Palomino)

Galera engajada

Postado em Achados em 20/06/2009 por achandomoda
(fonte: site Ctrl+Alt+Shift.)

(fonte: site Ctrl+Alt+Shift.)

Você sabia que jogar ácido sulfúrico no rosto de mulheres é uma prática comum em alguns países do Oriente Médio? Ou então quais são as empresas que controlam o fornecimento de água para vários países ao redor do globo? Ou ainda que há em torno de 74 países que incentivam restrições de permanência em seu território à pessoas com HIV?

(fonte: site Ctrl+Alt+Shift.)

(fonte: site Ctrl+Alt+Shift.)

Para quem gostaria de saber mais sobre essas e outras questões ou expandir suas leituras para além do campo de moda,  sugiro uma olhadinha no site Crtl+Alt+Shift., comunidade virtual que procura levar as pessoas a dar um pouco mais de atenção a certas situações que nos cercam e que ignoramos todos os  dias. O objetivo principal é reunir indivíduos que contribuam com idéias e atos para a construção de um mundo melhor. Cada membro da comunidade pode participar através de artigos contando sobre a realidade do lugar em que vive ou vídeos, por exemplo. São organizados protestos em embaixadas e concursos de filmes e fotografia (em um dos quais aparecem integrantes da Daspu!).

(fonte: site Ctrl+Alt+Shift.)

(fonte: site Ctrl+Alt+Shift.)

O site também produz uma revista eletrônica que pode ser baixada e cada edição gira em torno de um tema específico. A edição nº 3 fala sobre Gênero e Poder e, além dos informativos textos, há alguns “anúncios” com toques de humor negro (como esses que estão no post) que nos fazem pensar em como certas coisas que são tão simples para nós são luxos para outras pessoas…

(fonte: site Ctrl+Alt+Shift.)

(fonte: site Ctrl+Alt+Shift.)

Vejo, mas nem tanto…

Postado em Tendências em 18/06/2009 por achandomoda

Sobreposições com tecidos transparentes como organza, seda e tule têm aparecido aqui e ali em algumas coleções para o próximo verão brasileiro.

Aqui, Osklen, Walter Rodrigues e a Auslander fizeram:

Osklen verão 2010 (fonte: site Erika Palomino)

Osklen verão 2010 (fonte: site Erika Palomino)

 

Auslander verão 2010 (fonte:site Erika Palomino)

Auslander verão 2010 (fonte:site Erika Palomino)

 

Walter Rodrigues verão 2010 (Fonte: site Erika Palomino)

Walter Rodrigues verão 2010 (Fonte: site Erika Palomino)

Lá fora, Rei Kawakubo levou o recurso à máxima potência, com camadas e mais camadas de tule sobrepostas ou em camadas de tule cobrindo jaquetas:

Comme Des Garçons inverno 2009 (fonte: site Style.com)

Comme Des Garçons inverno 2009 (fonte: site Style.com)

As transparências apareceram no desfile da Givenchy, mas nesse caso serviram de base para as aplicações de plumas e pêlos:

Givenchy inverno 2009 (fonte: site Style.com)

Givenchy inverno 2009 (fonte: site Style.com)

“É para passarela, não para a rua!” – Por uma maior liberdade ao se vestir

Postado em Achismos em 11/06/2009 por achandomoda

“Mas isso é para passarela, não para andar na rua!”

Foi exatamente isso que ouvi de minha mãe ontem, ao comentar que havia gostado muito desse casaco transparente do desfile da Auslander.

 

Auslander verão 2010 (fonte: site Erika Palomino)

Auslander verão 2010 (fonte: site Erika Palomino)

Nos círculos de moda fala-se bastante que tal peça é conceitual e por isso não-usável, ou então que provavelmente sairá da passarela mas não chegará às lojas e isso realmente acontece na maioria dos casos, seja por causa de uma silhueta diferente, comprimentos curtos ou longos demais ou por qualquer outro motivo que reme contra a maré do que diz o senso comum fashionista. Peças lindas (ou não) que fazem total diferença nos desfiles simplesmente desaparecem do mapa quando a coleção é vendida e o consumidor que procura roupas mais arrojadas fica a ver navios.

É engraçado notar que na história do vestuário, todas as transformações mais importantes aconteceram justamente porque havia pessoas que usaram peças que  “não eram para a rua”. Imagine o que as mulheres que usavam calças lá pelos anos 20 ou os primeiros punks e emos aqui no Brasil passaram quando saíam às ruas com suas roupas transgressoras? Ouvem-se histórias que vão de expulsões de restaurantes à violência física e verbal, mas com a insistência e o tempo, tudo foi absorvido pelo mercado e hoje em dia isso já não é visto com tanta estranheza.

Os criadores, ao apresentarem em suas coleções peças que não chegam ao consumidor impedem que essas mudanças no ato de vestir aconteçam e dessa maneira, não surgem novos olhares em relação à moda por parte da maioria da população, do cidadão comum.

Acho que no fundo, falta mesmo é coragem de ousar um pouco mais na hora de se vestir. Não sei como é o quadro em outros estados, mas pelo menos aqui no Rio, onde as roupas respiram, acima de tudo, um padrão de sensualidade nas mulheres e um despojamento nos homens (fato observado nas ruas e não suposto), não se vê mudanças significativas ou pessoas que saem do comum. Mesmo nos meios “alternativos” (acho que esse termo já caiu em desuso, mas…), o que se vê são pessoas com as mesmas roupas. Já presenciei situações em que essas pessoas ditas “alternativas” faziam chacota de alguém que usava algo diferente do que a maioria usaria, ou por definição, alternativo. Isso em semanas de moda, inclusive.

Isso não quer dizer que todo mundo tenha a obrigação de ser avant garde o tempo todo, mas deve pelo menos pensar duas vezes por que é que tal roupa não pode atravessar a difícil barreira dos formadores de opinião e dos próprios criadores e chegar às araras, até por que, muitas vezes, são essas as peças que causam mais desejo.

Recentemente, ouvi alguém dizer que “ombrinho de Balenciaga no Brasil não dá”. Por quê?!

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